Acidente com césio 137 em Goiânia o que aconteceu e por que foi tão grave

Última atualização: 11/01/2023
autor: Editores

O acidente com césio 137 em Goiânia

Em setembro de 1987, Goiânia, Brasil, foi afetada por um dos acidentes nucleares mais graves da história. O césio 137, um elemento altamente radioativo, foi roubado de um hospital local e depois desmantelado e vendido no mercado negro.

O que aconteceu?

O césio foi descoberto por um trabalhador de um ferro-velho que o adquiriu para obter um material branco com o qual eram feitas joias falsas. O césio foi levado para a casa de dois colegas de trabalho, que o manipularam durante vários dias, um deles chegou a obter um “colar” de cerca de cem gramas de césio. Suas casas foram banhadas por radiação e vários de seus bairros foram contaminados devido à disseminação generalizada do césio.

Por que a situação era tão grave?

O césio 137 possui alta biotoxicidade, o que causa danos significativos ao ser humano, principalmente quando encontrado próximo ao córtex auditivo. A contaminação radioativa afetou edifícios próximos, contaminou um maior número de pessoas, incluindo crianças pequenas, que ficaram expostas a ela, provocando o aparecimento de doenças graves. Mesmo 11 anos depois, a área ainda estava contaminada.

Estima-se que o acidente tenha causado 4.000 mil mortes, 4.000 mil casos de infertilidade e cerca de 8.000 mil crianças nascidas com malformações. O custo total do desastre foi estimado em mais de mil milhões de dólares. Em decorrência do acidente, uma série de leis e protocolos foram criados para minimizar o risco de uma tragédia semelhante.

Dicas de segurança para evitar que isso aconteça novamente

  • Acesso restrito materiais radioativos a pessoal autorizado.
  • Manter contadores Geiger em excelentes condições de operação para detectar possíveis resíduos radioativos.
  • Treinamento para trabalhadores responsáveis ​​pelo manuseio de material radioativo.
  • Monitoramento níveis de radiação constantes em todas as áreas.

Apesar destes esforços, o medo do césio-137 continua a ser uma preocupação significativa. A situação de Goiânia demonstra claramente a devastação que o material radioativo pode causar se não for manuseado e armazenado corretamente.

Salvar vidas é o principal objetivo em casos como o de Goiânia, e com o uso adequado da segurança, da informação e da fiscalização, talvez possamos deter e impedir que ativos como o césio-137 saiam do mercado negro.

Acidente com Césio 137 em Goiânia

O que aconteceu?

Em setembro de 1987, o hospital goiano Vila São Carlos recebeu uma fonte radioativa de césio 137 para diagnóstico de um paciente. A equipe de medicina nuclear do hospital, sem condições de utilizá-lo, alugou-o e instalou duas ferramentas especializadas, um contador Geiger e uma plataforma de descarte para descarte do material. No entanto, nenhuma dessas funções foi concluída com êxito.

Nos dois meses seguintes, a fonte passou despercebida fora do hospital, até que dois criminosos a encontraram e decidiram retirá-la em 13 de setembro de 1987. O crachá do hospital no qual deveria estar embrulhado o césio-137 foi quebrado, então os dois criminosos começaram a distribuí-lo entre si, quebrando a embalagem.

Por que foi tão sério?

O césio 137 é um material radioativo altamente tóxico, mas não causa danos imediatos. Porém, sua ação interna produz câncer, leucemia, defeitos congênitos, entre muitas outras doenças que afetam a saúde.

Em Goiânia, durante os cinco meses após o acidente, foram realizados aproximadamente 18.560 exames de raios X e/ou cintilografia nas 1.926 pessoas afetadas. Estima-se que 4.000 pessoas foram expostas direta ou indiretamente ao césio 137. Portanto, o césio-137 é um material radioativo que se espalha facilmente e causa sérios problemas de saúde tanto na população quanto entre os trabalhadores do descarte de materiais.

Conclusão

– O césio 137 é um material altamente tóxico e radioativo que pode ter consequências graves.

– O incidente de Goiânia ocorreu devido ao mau manuseio, armazenamento e descarte do material.

– Estima-se que cerca de 4.000 pessoas foram expostas ao césio 137. Esta exposição pode ter consequências a longo prazo na saúde e no ambiente.
– Dado que o césio 137 pode ser facilmente disseminado, a sua utilização ilegal no mercado negro deve ser tida em conta pelas autoridades.

Concluindo, o acidente de Goiânia reforça a necessidade de extrema segurança no manuseio de isótopos como o césio 137. A vigilância e o controle devem ser sempre a prioridade, para evitar qualquer tipo de incidente que possa trazer graves consequências à saúde e ao meio ambiente.

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